NORMAS
1
MINISTÉRIO POPULAR
SOM / POPULAR
SISTEMA
DE ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO POPULAR
DIRETRIZ Nº 01-CCN / 2007
* ASSUNTO
NORMAS
PARA IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DE “QUADRANTES”
* DEFINIÇÃO
O Quadrante
no DOC-Desenvolvimento e Organização de Comunidade,
desenvolvido pelo SOM/POPULAR da SOBENCO é a Quarta parte
de um município orientada pelos pontos cardeais, cuja
divisão tem como objetivo facilitar o trabalho no processo
de DOC - Desenvolvimento e Organização de Comunidade.
O município de Nilópolis está subdividido
para fins organizacionais conforme se segue:
* Quadrante
* Norte
Tem como
limites o Rio Sarapui, a Via Férrea, a Rua dos Expedicionários
e a Via Light;
* São
seus Bairros:
* Nova Cidade
* Novo Horizonte
* Vila Maria Cristina
* Centro
* Frigorífico
* Parte do Bairro Tropical
* Parte do Bairro dos Cabuis
* Sul
Tem como
limites o Rio Pavuna, Via Férrea, Rua Antonio João
Mendonça e o Campo de Instrução do Gericinó;
* São
seus bairros:
* Centro
* Cabral
* Olinda
* Manoel Reis
* Parte do Bairro Santa Rita
* Leste
Tem como
limites o Rio Pavuna, Via Light, Rua dos Expedicionários
e a Via Férrea;
* São
seus bairros:
* Centro
* Olinda
* Joaquim
de Almeida Flores
* Parte do Bairro Tropical
* Parte
do Bairro dos Cabuis
* Oeste
Tem como
limites a Via Férrea, Rua Antonio João Mendonça,
Campo de Instrução do Gericinó e o Rio
Sarapuí;
* São
seus bairros:
* Centro
* Santa Rita
* Manoel Reis
* Juscelino Kubitchek
* Nossa Senhora de Fátima
* FINALIDADE
A Sub-divisão
do município em Quadrante tem a finalidade principal
de criar condições para superar os efeitos negativos
do subdesenvolvimento por intermédio da participação
ativa consciente da população em geral na execução
de programas incluídos no planejamento do desenvolvimento
econômico e social do município membro.
* OBJETIVOS
* Gerais
* Levar os bairros a se responsabilizarem pelo seu próprio
governo, dentro da comunidade, através de oportunidades
da prática de auto-governo e conhecimento de suas dificuldades;
* Encorajar o avanço econômico tanto quanto a responsabilidade
política;
* Levar a comunidade a conhecer seu próprio potencial
criativo, prepará-la e fortalecê-la para enfrentar
a necessidade de adaptação face as mudanças.
* Dinamizar ou criar em cada bairro a sua Associação
de Moradores e Amigos se ainda não houver;
* Dinamizar a atuação da Associação
Integrada de Moradores no respectivo Quadrante.
* POSSIBILIDADES
Sendo DOC
um processo de cooperação indispensável
entre o poder público e a população, para
o seu desenvolvimento econômico e social integrado, possibilita
também a transformação cultural e como
método é capaz de conseguir a partir da integração
das diferentes categorias sociais nessa transformação.
* GENERALIDADES
* Valores normativos e instrumentais
No trabalho
de DOC temos que considerar padrões de valores normativos
e instrumentais.
São padrões de valores normativos aqueles que
esteja associados a fundamentos filosóficos e éticos.
São considerados padrões de valores instrumentais
aqueles cujas formalidades condicionam ou sugerem as modalidades
de ação.
Vejamos então:
* O primeiro
valor normativo encontrado na teoria e na prática de
DOC se refere ao valor e dignidade da pessoa humana;
* O segundo valor normativo, considera a sociabilidade essencial
para a realização e o desenvolvimento do homem;
* terceiro valor normativo é a constatação
existencial da perfectibilidade da pessoa humana, de sua capacidade
natural e de sua potencialidade para o progresso e para a autopromoção;
* O quarto valor normativo tem sido também a “segurança
social” na parte que se refere às suas necessidades
básicas, físicas, psicológicas e culturais;
* O quinto valor normativo a ser considerado é o que
considera a igualdade essencial de todos os seres humanos;
Os padrões
de valores instrumentais derivam dos valores normativos, operando
em função de concepções culturalmente
determinadas. Eles foram separados em dois grupos distintos:
* Os valores
relacionados as necessidades imperativas, como a segurança
alimentar e a segurança pública;
* E as que envolvem escolha operacional do técnico.
Devemos
prestar bem atenção aos valores de padrões
instrumentais encontrados mais freqüentemente em DOC:
* O respeito
a valores, padrões e pautas culturais que levam à
análise de alguns problemas relativos. Em DOC o técnico
trabalha com misturas de valores culturais e subculturais, dificilmente
encontrando um sistema simples de valores, não conflitantes,
em uma mesma comunidade. Alguns valores, padrões e pautas
culturais e subculturais, dificilmente encontrando um sistema
simples de valores, não conflitantes, em uma mesma comunidade.
Alguns valores, padrões e pautas culturais são
considerados frenadores do processo de desenvolvimento e outros
colocam em perigo o respeito ao valor normativo de acato à
dignidade e igualdade de todos os homens;
* O incentivo à livre escolha ou à autodeterminação
– cuja aplicação vai depender dos condicionamentos
encontrados na área de aplicação do processo,
uma vez que, dependendo do estágio de desenvolvimento
de uma comunidade, pode haver um alto grau de irracionalidade
nas medidas propostas pelos grupos locais. A aplicação
deste valor, abrange a necessidade de desenvolvimento da consciência
crítica da comunidade e de sua compreensão do
processo de desenvolvimento;
* O ensejo à mudança – aceleração
e orientação do processo natural de mudança,
não perdendo de vista que o ritmo a ser estimulado deve
ser determinado pelo estágio de desenvolvimento e pelas
condições próprias de cada comunidade;
* A atuação de uma perspectiva de globalidade
– considerando em um mesmo enfoque “o homem todo
e todos os homens” e prevenindo a ocorrência de
distorções que possam vir a prejudicar setores
específicos do desenvolvimento social e/ou determinados
grupos;
* O incentivo à participação livre e consciente
da comunidade em todo o processo de mudança. Esta participação
não se refere necessariamente à unanimidade de
idéias, nem a decisões majoritárias. Significa
o direito de expressão, a clarificação
de responsabilidades e a intenção de agir, da
parte daqueles que tem essa responsabilidade;
* A conjugação
de esforços do governo e do povo – esse valor leva
em consideração que o desenvolvimento se realiza
pelo trabalho integrado de diferentes níveis e grupos
sociais e que há problemas básicos cujas respostas
ultrapassam os limites decisórios locais. Esse valor
se refere à adesão de todas as camadas sociais
e de todas as faixas etárias e regiões; inclui
também a participação das instituições
e entidades, sejam elas públicas ou privadas;
* A criação de uma infra-estrutura grupal de relacionamento,
participação e liderança, através
da qual se possa oportunizar e multiplicar a sociabilização
e a criação de canais de comunicação
entre os grupos e, indiretamente, com o poder decisório
político. Esse valor fundamenta o princípio operacional
de DOC - Desenvolvimento e Organização de Comunidade,
de tomar a comunidade local como base de operação,
estimulando o exercício para que tomem decisões
a seu nível e que assumam responsabilidades.
Esses valores,
na prática, muitas vezes se apresentam conflitantes;
crenças e padrões opostos podem operar simultaneamente
em uma comunidade. Da mesma forma, um valor assumido por uma
comunidade ou por um técnico, permanece como valor mesmo
quando violado circunscialmente.
* DESENVOLVIMENTO
O SOM/POPULAR
– Sistema de Organização do Movimento Popular,
valoriza a ação do AIBES-Agente Inovador do Bem-Estar
Social porque é dele a responsabilidade de implantar,
divulgar e expandir o sistema observando cuidadosamente as 4
fases do método de ação. Eis as suas características:
* Fase
de estudo preliminar
É
nesta fase onde se inclui o contato com o quadrante, com a problemática
e o reconhecimento da área específica de atuação.
Ela focaliza a comunidade como um subsistema inserido em um
sistema maior, onde os fatores de proximidade geográfica,
rede de relações, valores, objetivos comuns, organização
e distribuição de funções da vida
sócio econômica são analisados e, alguns
de seus aspectos, são estudados mais minuciosamente.
* Procedimento
* Definição e caracterização da
comunidade focalizada; seus limites, seus componentes, sua vinculação,
de maneira a nortear o estudo e as demais fases; dimensionamento
da área geográfica, funcional e institucional;
* Levantamento de dados relativos: ao sistema social, à
vida de relações, à expressão comunitária,
à presença de grupos marginalizados, a equipamentos
sociais, aos canais de comunicação disponíveis,
à infra-estrutura social, aos valores, tendências
etc;
* Conhecimento de experiências correlacionadas com o trabalho
comunitário, que estejam desenvolvidos na área,
bem como desenvolvimento de experiências anteriores vividas
pela comunidade e sua história;
* Inventário de recursos disponíveis e potenciais
de sua evolução e tendências.
* Fase de análise diagnóstica
Com o levantamento
de hipóteses diagnósticas esta fase fortalece
a compreensão global da comunidade com vistas à
formulação de objetivos e estratégias de
ação. A análise diagnóstica significa
o exame dos elementos colhidos pelo estudo preliminar e por
estudos posteriores, a luz de um referencial teórico
e de valores específicos; percebe, qualifica e especifica
relações entre fatores. É realizada a partir
de formulações de hipóteses básicas
que norteiam a manipulação sistemática
das informações selecionadas, de acordo com sua
importância em relação ao DOC - Desenvolvimento
e Organização da Comunidade.
* O objetivo
da AD – Análise Diagnostica é compreender,
controlar, descrever e prever tendências de maneira sistemática,
através de um conhecimento maior da principalmente:
* Ao reconhecimento dos aspectos dinâmicos da sociedade;
* Ao estudo das causas determinantes e dos efeitos;
* Ao aspecto da pluricausalidade;
* À análise objetiva dos fatos;
* Ao desmembramento da realidade global em seus elementos passíveis
de análise isolada;
* Ao enfoque de conexão entre as partes;
* À análise comparativa, em termos de qualidade
e quantidade, em padrões considerados normais;
* À análise regressiva e projetiva;
* À análise dedutiva, no sentido de visualizar
o desempenho futuro de determinadas intervenções
no curso normal da ação;
c) Levantamento
de hipóteses diagnosticas e de operação:
a partir da análise dos elementos que contribuem ou podem
contribuir para a realidade em estudo, ou que sejam por ela
influenciados. Essas hipóteses, por um lado, se referem
à própria natureza da comunidade em seus aspectos
dinâmicos, por outro lado, se referem às possibilidades
de alcance de efeitos ótimos, levantadas pelo estudo,
tendo por base as peculiaridades do meio, as possibilidades
financeiras, as de pessoal e a capacidade técnica.
* Fase
de programação, projetamento e implementação
Com a definição
de alternativas e de estratégias, resulta num processo
seletivo de opções que leva à definição
dos objetivos. Normalmente, estes objetivos sofrem reformulações
progressivas durante o processo, de acordo com as características
da ação desenvolvida e com novos elementos de
realidade que surjam. Ainda assim, devem ser objeto de definição
clara e legítima que permita estabelecer bases para o
planejamento eficiente da ação comunitária,
para a motivação efetiva de seus membros, para
o estabelecimento de mecanismos válidos de controle e
avaliação do processo. Objetivos bem definidos
reduzem os riscos de que as atividades-meio, e as normas operativas
assumam maior importância, no decorrer da ação,
que os resultados finais.
Conhecidos os objetivos, a elaboração de programas
e projetos visa fornecer dois níveis de detalhe dos passos
necessários para a ação. O primeiro, através
da programação, fornecerá uma visão
mais integral dos fenômenos da comunidade objeto da intervenção,
fornecendo um conjunto de metas compatíveis com os objetivos
visados. Essa visão fornecerá um marco de referências
que permitirá a montagem mais detalhada de projetos específicos
e o estabelecimento de medidas necessárias para sua implantação,
isto é, propiciará a montagem de um esquema de
implementação da ação planejada.
Os programas e projetos de DOC – Desenvolvimento e Organização
de Comunidade variam no âmbito e no detalhamento da ação.
Essa variação se deve, principalmente, às
características da situação enfocada como
base de intervenção, aos efeitos estimulantes
ou limitativos de circunstâncias gerais sobre a ação
e, finalmente, aos recursos e prazos estabelecidos para a sua
realização.
* Procedimento
* Definição
e operacionalização dos objetivos, explicitando:
* a direção, consistência e finalidade da
ação que será realizada, no processo racional
de DOC – Desenvolvimento e Organização de
Comunidade. Os elementos básicos que compõem os
objetivos deverão ser consultados para maior clareza
dos propósitos da ação. A sua operacionalização
se refere à indicação precisa daquilo que
o processo pretende alcançar, a fim de evidenciar os
dados que indicarão a extensão do que foi realizado
e os padrões pelos quais a ação poderá
ser julgada como êxito ou fracasso;
b) Análise
das alternativas de ação:
* em função
de sua viabilidade e das conseqüências previstas:
análise, custo/benefício de cada alternativa;
* c) Escolha da alternativa ótima para o alcance dos
objetivos:
* menor custo social e econômico;
* menor prazo
* maior conveniência social e política;
* estabelecimento da estratégia da ação:
* realização dos objetivos;
d) estimativa
da massa total de tarefas a serem realizadas:
* escalonando
as diferentes fases e determinando as funções
compatíveis com as subunidades de intervenção
participantes;
* ordenação e localização no tempo
e no espaço de cada ação a ser desenvolvida,
de cada etapa, da seqüência das operações
necessárias, da simultaneidade de determinadas ações
para realização da alternativa escolhida;
* definição de responsabilidades;
* definição de recursos humanos e financeiros
necessários à implantação e à
manutenção de cada atividade e de cada etapa da
ação;
* elaboração do programa ou do projeto;
* obtenção de decisões políticas
favoráveis;
* envolvimento de lideranças e entidades locais no processo,
a fim de contar com a sua participação ativa;
* capacitação do setor operacional através
de mudanças organizacionais e institucionais necessárias
ao DOC - Desenvolvimento e Organização da Comunidade;
* montagem de rotinas de funcionamento;
* montagem de instrumental de rotina, de controle e de avaliação;
* obtenção de medidas políticas concretas
em função do DOC - Desenvolvimento e Organização
de Comunidade e da sua programação:
- Legislação
de apoio;
- Modificação de estruturas administrativas;
- Dotação de recursos orçamentários
etc.
d. Fase
de Intervenção
É a fase que inclui a implantação dos programas
e projetos, o controle, a avaliação e a realimentação
do processo. Ela se caracteriza, principalmente, pela operacionalização
das políticas, objetivos e estratégias explicitados
nos programas e projetos. Sua eficácia irá, em
grande parte,
depender
da capacidade administrativa e de execução da
entidade ou do grupo que dela se responsabilizar.
Um primeiro requisito é a existência, ainda que
seja formal, de uma organização que preveja:
* A delimitação
de funções dos que nela participem;
* A instrumentalização necessária para
o cumprimento dos objetivos;
* A ação coordenada, a fim de evitar incoerência
entre os objetivos gerais e os objetivos próprio das
organizações participantes.
O segundo
requisito indispensável para a intervenção
é a administração empresarial moderna e
eficiente dos programas e dos projetos.
De acordo com a filosofia do DOC – Desenvolvimento e Organização
de Comunidade, são essenciais para a sua ação,
a participação dos cidadãos e a integração
de recursos. A realização desta participação
e desta integração irá depender de elementos
básicos:
* Da compatibilização
mútua dos valores principais das pessoas ou entidades
envolvidas;
* Da existência de uma rede de comunicação
adequada, tanto no relacionamento vertical como no relacionamento
horizontal e que as comunicações se façam
nos dois sentidos:
* De intercâmbios freqüentes;
* Da sensibilidade dos técnicos do DOC – Desenvolvimento
e Organização de Comunidade para compreender os
valores e os hábitos intervenientes nas posições
adotadas pelos participantes do planejamento da ação
e pelos membros da comunidade;
* Da vontade da população e das entidades de se
empenharem no esforço de DOC – Desenvolvimento
e Organização de Comunidade (Importante);
* Do apoio efetivo dos outros níveis do sistema de desenvolvimento,
seja do ponto de vista técnico, administrativo ou financeiro.
Sendo o
processo de DOC – Desenvolvimento e Organização
de Comunidade uma intervenção planejada e essencialmente
dinâmica, sua evolução precisa ser garantida
por mecanismos de controle, avaliação e realimentação.
O controle propicia o confronto entre o executado e o programado,
permitindo o acompanhamento do processo e a adoção
de medidas corretivas e eventuais inadequadas ou descompassos
da ação no momento oportuno. O controle é
feito em função dos objetivos propostos (o programa
ou o projeto está correspondendo ao esperado?), da estrutura
administrativa montada, da execução do programa
ou projeto, do equipamento, dos recursos humanos e financeiros
disponibilizados. De uma maneira completa, o controle é
feito em termos de quantidade e qualidade de recursos
e benefícios. É necessário ao controle,
uma identificação progressiva da mudança,
que utilize o sistema de pesquisas como instrumento.
A avaliação se refere à elaboração
de juízos de valor em relação à
ação e às suas conseqüências
econômico-sociais. Em DOC – Desenvolvimento e Organização
de Comunidade, o ponto de vista da avaliação deve
ser integral, encarando aspectos específicos em função
do esperado.
Segundo os entendidos no processo de DOC, a avaliação
pode basear-se em padrões absolutos e objetivos e/ou
em padrões relativos ou subjetivos. Na prática
do DOC – Desenvolvimento e Organização de
Comunidade, poucos padrões ou unidades de medidas encontram-se
disponíveis, e a avaliação tem, muitas
vezes, que ser feita a partir de dados não quantificáveis.
Ainda, dadas as características do processo, os resultados
imediatos e concretos, muitas vezes, são menos significativos
que resultados posteriores, menos mensuráveis.
A realimentação é feita a partir de elementos
ressaltados na avaliação, os quais torna possível
distinguir desvios no desempenho, em razão dos objetivos
previstos. A realimentação pretende reduzir o
afastamento apontado, provocando inovações, tanto
do ponto de vista da política de atuação,
como de estratégias, de técnicas, de programação
e de estruturas administrativas.
* Procedimento
* DOC – Desenvolvimento e Organização da
Comunidade
* Nucleação dos grupos comunitários para
a ação, delimitação de funções,
instrumentalização;
b) Administração
de programas e projetos
* Implantação,
dinamização e gerência de programas e projetos
que permitam o alcance dos objetivos;
* Coordenação e supervisão técnica
das operações das diferentes entidades e grupos
sociais da área, quando dirigidas a uma ação
comunitária que tem em vista o desenvolvimento;
* Controle da ação programada e dos resultados
conseguidos, levando em conta a possibilidade de que as mudanças
desejadas podem ocorrer a partir de forças atuantes no
sistema independentemente da intervenção destinada
a criá-las;
* Avaliação da execução e do custo/benefício
da ação, considerando os fatores intervenientes
não esperados, sejam eles adversos ou benéficos
à consecução dos objetivos. A análise
dos efeitos dinâmicos da ação local no processo
de desenvolvimento global é outro fator de avaliação;
* Realimentação: novas políticas, inovações
de programas, modernização tecnológica,
novas decisões administrativas.
* Fases
da dinâmica do processo
A aplicação
dessa metodologia supões uma dinâmica do processo,
cujas fases se referem a diferentes estágios da intervenção
deliberada na comunidade, objetivando o seu desenvolvimento,
muito embora não se esgotem em cada estágio e
sejam encontradas, em menor grau, simultaneamente, nos demais
estágios da ação. São essas fases:
* Motivação;
* Conscientização;
* Mobilização;
* Integração;
* Ação organizada.
* MOTIVAÇÃO
A presente
fase se caracteriza pela atuação contínua
do técnico (ou da equipe técnica) no sentido de
despertar e estimular o interesse da comunidade pelo desenvolvimento,
a fim de iniciar, manter e acelerar o processo de mudança
sócio-econômico-cultural-ambiental, necessária
para sua concretização. Nessa fase, são
realizados os primeiros contatos com a comunidade, seja através
de entrevista com pessoas nela residentes, ou de reuniões
com grupos formais e informais seja pela utilização
de técnicas de comunicação de massa. O
foco central desta primeira fase é a discussão
sistemática dos problemas e potencialidades da região
e fora dela, o estímulo à elevação
do nível aspiracional e o desenvolvimento do espírito
comunitário e da participação. A fase de
motivação poderá ser acelerada ou atingir
mais plenamente seus objetivos se o trabalho técnico
for acompanhado de estímulos externos, governamentais,
medidas de políticas que atuariam como macro-motivadoras,
como por exemplo, dotação de verbas para realização
de determinados programas, incentivos fiscais, legislação
de apoio às organizações comunitárias
etc;
2) CONSCIENTIZAÇÃO
Esta fase supõe uma etapa mais adiantada do processo:
nela a comunidade se capacita para identificar, ela própria,
suas necessidades e recursos, através do desenvolvimento
do raciocínio operacional. Nesta fase, a comunidade identifica
prioridades, separa, compatibilizando suas aspirações
individuais das aspirações coletivas. Analisa
e interpreta problemas identificados e reconhecidos, e está
preparada para participar na tomada de decisões dos assuntos
relativos a sua comunidade, bem como, para relacioná-la
com a comunidade maior, preocupando-se e assumindo posições
quanto a problemas mais amplos, dos diferentes níveis
decisórios.
3. MOBILIZAÇÃO
É a conseqüência da conscientização:
a partir da tomada de decisões, a comunidade deve ser
estimulada a participar, decidida e ativamente, da ação.
A mobilização é conseguida através
da montagem de programas concretos, da preparação
de membros da comunidade para a ação, da formação
de líderes coordenadores, da utilização
das organizações existentes e, se necessário,
da criação de outras novas.
4. INTEGRAÇÃO
A integração se dá através da distribuição
de funções próprias a cada grupo ou a pessoas
da comunidade e da capacitação, para essa integração,
de todos os níveis de ação.
5. AÇÃO
ORGANIZADA
Esta fase se realiza, inicialmente através da montagem
de programas de trabalho que objetivem metas sociais integradas
e de ação cooperativa dos participantes e sua
coordenação a partir de um órgão
único. Esse órgão coordenador e centralizador
deve dar o sentido de unidade ao trabalho e ser o elemento de
ligação entre o DOC – Desenvolvimento e
Organização de Comunidade e desenvolvimento global
do país.
8. CONCLUSÃO
A adaptação do presente trabalho para as diversas
realidades, ficará a critério do Agente responsável
pelo desenvolvimento e organização de comunidade
em todas as fases do processo.
Carlos Salvador
Superintendente Geral
"A
SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS DO POVO ESTÁ
NO PRÓPRIO POVO"