NORMAS
2
MINISTÉRIO
POPULAR
SOM / POPULAR
SISTEMA
DE ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO POPULAR
DIRETRIZ Nº 02-CCN / 2007
NORMAS PARA
IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DE
NÚCLEOS REGIONAIS
“Somente
a grandeza dos sacrifícios
conquistará novos espaços para a
causa, até que a persistência
garanta o sucesso”
Ordem e
Trabalho
1. GENERALIDADES
O Núcleo Regional é uma fração do
Escalão Territorial de uma instituição
implantado dentro de um município com a finalidade precípua
de atuar no âmbito do mesmo por intermédio de seus
Quadrantes, Núcleos Locais e Setores Locais, Trechos
de Ruas em cada Distrito, Bairro, RA - Região Administrativa,
Parques, Vilas, URG - Unidade Regional de Governo procurando
desenvolver uma situação benéfica por intermédio
de atuação eficaz no atendimento do universo comunitário
nas diversas áreas do conhecimento humano, introduzindo,
dessa forma, componentes de racionalidade aos trabalhos realizados
com as comunidades e se dedicar, também, à formação
das frações acima citadas para fomentar a integração
dos programas das diferentes entidades atuantes na área
às iniciativas do Núcleo Regional.
Partindo da premissa que os grupos sociais ou organizações
locais sentem a maior necessidade de maior capacidade ou adequação
para responderem a problemas comuns, ao mesmo tempo em que constatam
sua crescente dificuldade ou impossibilidade de encontrar isoladamente
os recursos necessários para atende-los.
Com o advento do estudo sobre DOC - Desenvolvimento e Organização
de Comunidade, na área do serviço social, concluímos
que por intermédio da implantação de uma
Unidade de Intervenção de natureza Psicossocial,
Social e Política poderemos efetuar uma aplicação
prática do processo em um campo de trabalho específico.
Na década de 80 iniciou-se, em caráter experimental,
na Baixada Fluminense, os primeiros projetos nesse setor, ligados
à saúde, educação, Ação
Negra, Proteção Ambiental, Saneamento Básico,
DST, Planejamento Familiar, recreação e Lazer
e ainda de forma rudimentar e incipiente as questões
inerentes a Democratização da Gestão com
ênfase no Orçamento Participativo.
Em decorrência, a organização dos primeiros
programas integrados dentro da perspectiva do Desenvolvimento
e Organização de Comunidade, teve origem na iniciativa
de uma ou mais entidades de atuação na área
do serviço social. Essas entidades organizaram grupos
para estudos e comissões temáticas com programação
das atividades, em resposta a problemas sentidos pela população
verificados por ações realizadas nos trechos de
ruas no Setor Local do Núcleo Regional. Desses grupos
participaram, além dos representantes de entidades, moradores
da área, destacados em termos de liderança ou
representatividade.
É muito comum, com a continuidade dos trabalhos e com
a evolução das funções desempenhadas,
esses grupos sentem a necessidade de se aglutinarem em forma
de Conselho no Núcleo Local.
Em DOC, o Núcleo Local, em termos de organização
é a menor célula do sistema, terá, portanto,
a sua Diretriz própria, mas é bom frizarmos que
embora não sejam conferidas competências institucionais
isoladas e reconhecidas, desempenham, comumente, além
da tarefa de estudos da problemática e busca de soluções
a responsabilidade de coordenar a ação dos diferentes
progressos da área.
A integração horizontal conseguida nessas circunstâncias,
de adesão expontânea e informal de pessoas, grupos
e associações, a qual poderia ser ou não
representativos da comunidade é de grande valia para
o processo de organização e desenvolvimento.
Em nossas observações concluímos que há
uma necessidade urgente de incrementarmos um apoio à
comunidade mais carente por intermédio dos Agentes Inovadores
de Bem Estar Social participantes do sistema para evitar o alto
índice de flutuação com a conseqüente
evasão nos grupos comunitários formados.
A premência desses problemas locais e a preocupação
do Agente com a obtenção de melhorias econômicas
e sociais para a população, obriga os grupos comunitários
a concentrarem sua atuação na busca de soluções
imediatas vindo, dessa forma, prejudicar o sistema como um todo.
Na primeira fase de atuação do processo de DOC,
devemos partir de contatos diretos “face-a-face”,
em entrevistas aliadas a pequenas reuniões nas quais
os problemas se definem com maior clareza, para serem analisados
e consequentemente as decisões tomadas conjuntamente.
Via de regra, nessa primeira fase, vamos defrontar com situações
desafio, decorrentes da hábitos, atitudes, valores e
padrões culturais, não só da população
como também dos dirigentes de organizações
os quais dificultam o alcance de melhores formas de integração.
Podemos citar como exemplo o seguinte:
· Atitude de passividade ou imediatismo;
· Falta de hábito de diálogo;
· Falta de hábito de trabalho integrado;
· Temor de perda de identidade e soberania;
· Temor de que as tarefas sejam atribuídas de
forma desigual, assim como os benefícios do trabalho
integrado.
Poderíamos citar um elenco maior de dificuldades, porém
consideramos ser desnecessário.
Quanto aos problemas Técnico-Administrativos que podemos
considerar como frenadores do desenvolvimento do processo, vejamos:
· Escassez técnica para a dimensão do trabalho
visado, por grande parte dos programas;
· Despreparo para trabalhos em grupo;
· Recursos escassos para as programações.
2. DEFINIÇÃO
O SOM/Popular / SOBENCO considerando a necessidade de implantação
de Núcleos Regionais de natureza Psicossocial, Social
e Política nos municípios do Estado do Rio de
Janeiro, levando em conta o caráter educativo e administrativo
que o mesmo desenvolve, principalmente no jovem, se faz mister
dinamizarmos seu crescimento orientado, com fins de atender
às famílias que constantemente nos procuram solicitando
soluções para seus problemas.
3. IMPLANTAÇÃO
A implantação de um Núcleo Regional deve
ser precedida de uma série de providências que
são de suma importância, as quais determinam e
facilitam o êxito no decorrer dos trabalhos.
As providências capitais são:
a) O Assessor-Adjunto e sua Assessoria;
b) O esclarecimento e divulgação;
c) Na comunidade:
· O Conselho do Núcleo Regional;
· O apoio local;
· O apoio estatal das estruturas e sistema de governo;
d) Local para a sede;
e) A seleção do pessoal para preenchimento dos
níveis universais e intermediários;
f) A administração consciente, participativa e
empresarial;
g) A seleção das diversas categorias de sócios.
Essas providências deverão ser tomadas por elementos
credenciados para tal mister, pois o sucesso do empreendimento
dependerá, essencialmente, dessa primeira iniciativa.
4. DESENVOLVIMENTO
Ao se propor fundar um Núcleo Regional deve-se prestar
bastante atenção na sua implantação,
procedendo de maneira correta e racional, baseada em princípios
fundamentais de administração, adotando as seguintes
fases, na ordem que se seguem:
a) 1ª FASE – Planejamento
O futuro Núcleo se reunirá com a finalidade de
planejar tudo que for necessário para a implantação
de uma Assessoria Executiva e uma Assessoria Auxiliar. Essas
reuniões deverão constar suas sessões em
relatório próprio para que seja feito um acompanhamento
de seu desenvolvimento. Os responsáveis pela reunião
procurarão determinar quais os objetivos, finalidades
e metas da novel organização.
b) 2ª FASE – Organização
Ao iniciar esta fase já deverão estar nomeados
o Assessor-Adjunto e o pessoal que comporá sua Assessoria
Executiva, os quais reunidos levantarão as necessidades
básicas para o fiel funcionamento das outras fases, no
que tange a local, material, formulários, normas, símbolos
etc;
c) 3ª FASE – Designação de Pessoal
Compreendemos que o sucesso do Núcleo dependerá,
quase que exclusivamente, dos recursos humanos aplicados na
implantação, para seu desenvolvimento. Esse pessoal
deverá estar convicto da nobre e relevante missão
de que está investido, cujo papel tríplice de
ADMINISTADOR, ORIENTADOR E DISCIPLINADOR da comunidade-alvo
que está sob a sua responsabilidade.
Necessário se fará que os mesmos desenvolvam na
sua fase de treinamento de recursos humanos, alta consciência
de chefia e liderança, responsabilidade e sobretudo amor
pela função que vir a exercer no Núcleo.
Aliado ao acima exposto, esse pessoal deverá estar preparado,
sobretudo, para impor um respeito mútuo a base do exemplo.
Exercer sua função com seriedade, considerar toda
atividade, quer sejam internas ou externas, procurar dar solução
aos problemas de seus associados, em suma, criar um elo de amizade
dentro da mais alta disciplina e respeito.
d) 4ª FASE – Coordenação
A Assessoria estará, administrativamente, em estreito
relacionamento com a Assessoria Auxiliar a qual receberá
toda orientação necessária à título
de acompanhamento e coordenação de propósitos.
e) 5ª FASE – Controle
Na Assessoria Auxiliar existem as funções necessárias
para o bom desenvolvimento do Núcleo, no entanto, será
de primordial importância que haja um controle rigoroso
das mesmas pelos Assessores.
5. DISCIPLINA
A Assessoria-Adjunta, a Assessoria-Auxiliar e os Agentes Inovadores
de Bem Estar Social procurarão desenvolver o máximo
da sua força pelo exemplo e pela disciplina.
Todos serão responsáveis pela manutenção
desse exemplo e disciplina, porém, cabe ao Chefe exigir
o cumprimento das leis, ordens e normas do Núcleo Regional
em qualquer situação.
Para ser membro atuante do Núcleo, de qualquer nível,
tem que estar consciente dessas obrigações, as
quais são os suportes morais e da eficiência da
organização.
6. AÇÃO
Os membros do Núcleo Regional, principalmente dos níveis
mais elevados, deverão manifestar sua energia e sua força
pela ação dirigida ao trabalho em prol da sua
comunidade, procurando desenvolvê-la a tal ponto que a
torne independente e livre das mazelas comuns que a aflige.
A força pela ação dirigida, poderá
ser aumentada partindo de um centro potente e canalizada a novos
membros atraindo-os para nosso ideal, para que os mesmos trabalhem
em prol dessa mesma comunidade como combatentes.
7. COMUNIDADE
UNIDA
O termo comunidade unida, embora pareça utópico,
se caracteriza por uma forte coesão baseada no consenso
expontâneo dos seus membros. Cabe no entanto, aos membros
mais elevados da hierarquia do Núcleo, cujos encargos
de dirigir se fazem sentir em todos os níveis, a fim
de acionar os diversos meios para alcançar esse fim.
A força pela união da comunidade é de suma
importância e imperiosa para o desenvolvimento do Núcleo.
8. RESPONSABILIDADE
É sintomático e notório o surto de uma
febre epidêmica em criar instituições no
Rio de Janeiro, com a finalidade única de controlar a
área com propósitos puramente político-partidário.
Nomeia-se um presidente fraco e já visado, que possui
relativa liderança na comunidade, conquistada por serviços
prestados ou mesmo pela sua conduta ilibada. Mas sabemos que
para gerenciar um Núcleo Regional com êxito e eficácia
para obter sucesso, requer uma gama de conhecimentos de caráter
interdisciplinar, aliado a uma Assessoria à altura do
que se propõe realizar.
O ponto crucial e que gostaríamos que todos compreendessem
muito bem é que o membro de um Núcleo Regional,
uma vez investido do mandato a que se obrigou a assumir, precisa
ter em mente que pela relevância e importância do
cargo, cuja responsabilidade é totalmente voltada para
a transformação de uma realidade que já
perdura há muitos séculos, não deve se
sentir com “Direitos” e sim, com “Deveres”
para com a causa.
Carlos Salvador da Silva
P/ SOM/Popular
“A
SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS DO POVO ESTÁ
NO PRÓPRIO POVO”